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Distúrbios da ATM podem causar dor facial em muitas pessoas

Distúrbios da ATM podem causar dor facial em muitas pessoas

A dor facial relativa à Disfunção Temporomandibular (DTM) já foi relatada em 9-13% da população em geral (com relação homem: mulher de 2:1), mas apenas 4-7% buscam tratamento (4 vezes mais mulheres). Os sinais e sintomas atingem seu pico por volta dos 20- 40 anos de idade. A progressão para dor aguda e/ou crônica é associada a maior sofrimento psicossocial, distúrbios do sono e comorbidades. A dor da DTM pode afetar as atividades diárias, as funções físicas e psicossociais e a qualidade de vida (http://www.iasp-pain.org/files/Content/ContentFolders/GlobalYearAgainstPain2/20132014OrofacialPain/FactSheets/Temporomandibular_Disorders_BRZ.pdf).

Nesse contexto, fica claro que uma parcela importante da população sofre de sinais e sintomas de DTM, apresentando variadas intensidades  de sintomatologia dolorosa. Quando não tratado, o paciente pode de caráter crônica, com características incapacitantes, dificultando  o convício social e gerando custos com tratamentos e diminuição na capacidade de trabalho, até mesmo acarretando em faltas em dias de trabalho diário.

Segundo os doutores Marcio Lisboa e José Augusto Lisboa, em pesquisa realizada na população soteropolitana (Lisboa et al., 2003*), os índices na Bahia são condizentes com os dados mundiais em que uma parcela importante da população tem sinais e sintomas de DTM, sendo mais prevalente em mulheres e adultos entre 20 e 50 anos.

*Prevalência de gênero e idade de pacientes com disfunção temporomandibular no COAT-FOUFBA. Revista da FOUFBA, v.27 jul/dez, 2003.   ISSN 0101-8418